Espetáculos

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Circo do Mato aprova projetos culturais

Neste dia 22 de setembro de 2017 a SECTUR - Secretaria de Cultura e Turismo de Campo Grande, publicou os projetos aprovados nos editais FMIC (Fundo Municipal de Investimentos Culturais) e FOMTEATRO (Programam Municipal de Fomento ao Teatro). Juntos os editais distribuirão R$ 4 milhões para fomentar projetos culturais de Campo Grande.

O Circo do Mato foi contemplado com os projetos "Um Ciclo de Vida - Percursos e Percalços" pelo FOMTEATRO - módulo Manutenção de Grupo no valor de R$80.000,00 alcançando uma pontuação 88 e a VI Pantalhaços – Mostra de Palhaços do Pantanal, que obteve a pontuação máxima - 100 pontos, no valor de R$126.380,00.

Nas duas últimas edições do FMIC e FOMTEATRO, lançados em 2014 e 2016, mesmo publicado em diário oficial, os projetos selecionados não foram pagos. O próprio grupo seria um dos contemplados, porém foi um dos 188 projetos que ficaram sem incentivo. "Acreditamos que desta vez os projetos serão pagos e assim a classe vai conseguir aquecer o movimento cultural que anda muito brando" diz Laila Pulchério, produtora executiva do grupo.

“VI PANTALHAÇOS – MOSTRA DE PALHAÇOS DO PANTANAL"

A Pantalhaços teve sua primeira e tímida edição em 2008, onde artistas e produtores culturais a realizaram com recursos próprios. A Mostra é uma iniciativa de consolidação da Arte do Palhaço para promover o fomento e a difusão da cultura circense sul-mato-grossense, à fim de alavancar a produção regional, promovendo o seu reconhecimento e prestígio, bem como, com a finalidade de dinamizar a cadeia produtiva do circo, proporcionando capacitação e formação artística no seguimento e assegurando à população a democratização do acesso à cultura do riso.


Comprometida com a excelência artística, a Mostra já é uma referência para a arte do Palhaço no Brasil, uma janela da produção nacional e internacional, espaço de aprendizado e de grande participação de público. Estima-se que em suas cinco edições, mais de vinte mil pessoas foram contempladas com as apresentações promovidas pela Mostra em suas diversas programações gratuitas, que além de espetáculos oportunizou-se à classe artística: palestras, seminários e cursos oferecidos por mestres reconhecidos internacionalmente vindos de países como México, Perú, Argentina e de diversos estados do Brasil, compondo um mosaico plural e generoso de troca de aprendizado e intercâmbio cultural.

O projeto inclui oficinas de formação na arte da palhaçaria, espetáculos incluindo comunidades na periferia da capital e mesas redondas com a participação de artistas da palhaçaria, é uma Mostra aberta a participação internacional.

“UM CICLO DE VIDA” – PERCURSOS E PERCALÇOS

O projeto busca revigorar o próprio grupo, incentivando também outros grupos da capital a apresentarem seus trabalhos, criando uma agenda de apresentações mensais na sede do Circo do Mato; dentro de uma programação mais longa, de 6 meses de atividades ininterruptas, envolvendo os nossos e outros (as) interessados (as), procurando cumprir um papel de fomentador das artes.

“Um Ciclo de Vida – Percursos e Percalços” é um projeto que vai viabilizar 4 ações conjuntas e concomitantes de manutenção e sustentabilidade do grupo, a proposta será composta pelas seguintes ações:

Ação 1 - Intercâmbio entre grupos
Ação 2 - Formação - oficina “Orientação do trabalho do ator em práticas cênicas”
Ação 3 - Montagem de espetáculo
Ação 4 - Curtas-temporadas - realização de temporada de 6 peças teatrais, sendo uma do próprio grupo e 5 de grupos convidados de Campo Grande, cada grupo realizará uma curta-temporada de 3 dias na sede do Circo do Mato. 

Os projetos serão amplamente divulgados por ocasião da execução dos mesmos.



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Espetáculo “Quando o coração transborda” chega a Campo Grande neste final de semana

Quando o coração transborda de Maíra Oliveira, estreou em 2015 com grande sucesso. Depois de algumas temporadas no DF, com mais de 60 apresentações, a peça alça novos voos com circulação nacional ampliando seu público e divulgando a história cultural de Brasília, uma vez que é resultado de um novo olhar sobre o trabalho do Esquadrão da Vida, criado por Ary Pára-raios, pai de Maíra, há 38 atrás. A atriz percebeu como sua relação com seu pai e mestre influenciava seu fazer artístico e o trabalho da trupe. E decidiu que era preciso lançar um novo olhar para o futuro, sem perder os aprendizados do passado. Reverenciar a história, sem deixar de mirar a invenção do novo.



Foto Humberto Araujo

Foi então, repassando a história de sua relação com a arte, com o teatro e com seu pai e mestre, Ary Pára-Raios, que nasceu o roteiro de Quando o coração transborda. Na montagem, questões que envolvem a labuta diária do fazer teatral são expostas através das relações de atriz e mestre e de pai e filha, abrilhantando o olhar sobre o teatro e sua importância, bem como contribuindo para a discussão sobre o próprio fazer artístico e sua relevância para o momento atual.

O trabalho partiu da investigação de textos, memórias, cartas, músicas, poemas e imagens que fazem parte da trajetória do Esquadrão da Vida, da atriz e de seu pai. Em cena, um emaranhado de histórias e depoimentos que, juntos, compõem uma análise poética sobre a escolha profissional como artista.

Quando o coração transborda é uma peça intimista, criada para ser representada em pequenos teatros, com músicas executadas pela própria atriz. Maíra Oliveira toca viola caipira e violão e canta em cena, num grande encontro informal com a plateia. Lembrando sua história no teatro, as apresentações com o Esquadrão da Vida e com seu pai, as dificuldades vividas para chegar até este momento, Maíra deixou seu coração transbordar. Em cena.

Em Campo Grande o grupo está sendo acolhido pelo Teatro Imaginário Maracangalha e o Circo do Mato, “é muito bom receber o grupo, eles trazem um projeto muito interessante que só tem a acrescentar, bom momento para um intercâmbio e novos aprendizados!” diz Laila Pulchério do Circo do Mato. Além do espetáculo, o Esquadrão da Vida ainda oferece uma exposição iconográfica que conta um pouco da trajetória do Esquadrão da Vida e de seu criador Ary Para Raios desde sua primeira saída às ruas, em 1979, até os dias de hoje, com o espetáculo “Quando o Coração Transborda”, e ainda a oficina “Aprendendo a Voar” voltados para maiores de 16 anos e pessoas com experiência em teatro. De Campo Grande o espetáculo segue para Corumbá com o apoio do Espaço Vivart.
Foto Ico Oliveira 
ESQUADRÃO DA VIDA – Fundado em dezembro de 1979, por Ary Pára-Raios, o Esquadrão da Vida foi pioneiro na abordagem de temas como o resgate e a valorização da cultura popular, a denúncia de exclusão de uma parte importante da sociedade dos espaços culturais tradicionais, a conscientização ecológica, dentre vários outros temas que ainda hoje ocupam os debates no mundo. Em sua linguagem, incorpora elementos expressivos das festas populares e de saltimbancos, como acrobacia, música e dança.

SINOPSE
A partir de textos, músicas, cartas e lembranças, Maíra Oliveira reflete sobre o ofício do ator, aborda temas intimamente ligados à sociedade brasileira contemporânea e reconstrói sua trajetória como atriz, relembrando um pouco da história do grupo Esquadrão da Vida e da relação com seu pai, o grande criador Ary Pára-Raios.

A EQUIPE
MAÍRA OLIVEIRA – intérprete e codiretora
A trajetória artística de Maíra é marcada desde o início pelo seu envolvimento com o Esquadrão da Vida, grupo de teatro criado por seu pai, Ary Pára-Raios, há 36 anos. A partir de 2003, com a morte de Ary, a atriz assume a direção do grupo, tomando a frente dos trabalhos de reformulação, resgate e desenvolvimento do legado da trupe, seu principal foco de trabalho. Formada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília, trabalhou com Hugo Rodas, Sílvia Davini, Murilo Grossi e outros nomes do teatro candango. Dirigiu o espetáculo O BICHO HOMEM E OUTROS BICHOS com a companhia Farândola Troupe, de São Paulo, e fez teatro para bebês com a companhia hispano-brasileira La Casa Incierta. 


JOÃO ANTONIO DE LIMA ESTEVES - codiretor
Ator e diretor dos mais atuantes do teatro de Brasília, atuou como professor de Teatro na Universidade de Brasília e recebeu prêmio especial do Sesc/2010, por sua colaboração ao Teatro Brasiliense. Já atuou em mais de 50 espetáculos de Teatro e Dança, tendo integrado grupos como a Companhia dos Sonhos, de Hugo Rodas, e 20 produções cinematográficas. Também tem extensa carreira no rádio e em publicidade. Atualmente, integra o Grupo Cena.


ROBERTO CORRÊA – diretor musical
Violeiro, compositor e pesquisador, Roberto Corrêa nasceu em Campina Verde, MG, numa família de violeiros. Iniciou-se na música ainda criança, através do violão, instrumento que abandonou anos mais tarde para dedicar-se exclusivamente à viola. Radicado em Brasília desde 1975, graduou-se em Física e Música pela UnB. Em mais de 20 anos de carreira, Roberto Corrêa lançou 15 discos e apresentou a viola caipira e a viola de cocho nas diversas regiões brasileiras e em 29 países. Por várias vezes representou o Brasil, a convite do Itamaraty, em programas de difusão da cultura brasileira no exterior.


QUANDO O CORAÇÃO TRANSBORDA 
FICHA TÉCNICA
Direção: Maíra Oliveira e João Antonio de Lima Esteves
Direção Musical: Roberto Corrêa
Roteiro: Maíra Oliveira
Atuação: Maíra Oliveira
Preparação Corporal: Daniel Lacourt
Produção: Carvalhedo Produções
Figurino: Maria Carmen
Iluminação: Marcelo Augusto
Programação Visual: Ico Oliveira
Classificação etária: 14 anos


CONTATO: Maíra Oliveira – (61) 984094694
Tatiana Carvalhedo - (61) 981278667


SERVIÇOS

Espetáculo “Quando o Coração Transborda” e Exposição 
LIMITE DE PÚBLICO - 50 PESSOAS

Local: Circo do Mato – Rua Tonico de Carvalho 263 – Bairro Amambaí – Campo Grande MS

Dia: 09 de setembro
Horário: 20 horas

Dia 10 de setembro
Horário: 19 horas



Oficina "Aprendendo a Voar" (((inscrições encerradas)))
Local: Circo do Mato – Rua Tonico de Carvalho 263 – Bairro Amambaí – Campo Grande MS
Dias: 12, 13 e 14 de setembro
Horário: 18 horas